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BRUTAL MUSIC MAGAZINE #3 Reportagem - MOONSPELL / REDLIZZARD; REVIEW / BIOGRAFIAS / NOTICIAS EUFOBIA / DOKUGA SYSTEMIK VIOLENCE / 800 GONDOMAR / VEINLESS / BULLET-PROOF / SOLITARY RITUAL / DEVANGELIC / INCURSED / BIZARRA LOCOMOTIVA e muito mais #entra aqui#

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 BRUTAL MUSIC MAGAZINE #3 Nov/Dez

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Body Count - review - ‘Bloodlust’
Body Count - review - ‘Bloodlust’

Banda: Body Count

Titulo: ‘Bloodlust’

Editora: Century Media Records

Data de Lançamento: 31/03/2017

 

Os Body Count são decerto uma referência musical para a grande maioria dos amantes da Arte musical, aparte a preferência de estilos que cada um possa ter ou assumir.

Contemporâneos de também grandes nomes da intemporalidade musical como os RATM ou os Aerosmith (que em breve pisam os nossos palcos), espante-se quem vai acompanhando menos amiúde a sua carreira, pois estes Senhores têm novo disco, lançado já no passado 31 de Março pela internacional Century Media Records.

‘Bloodlust’ é o título deste álbum que se afigura como o 6º de longa duração numa carreira que conta com 25 anos de existência.

Tendo o icónico Ice-T como frontman e líder deste coletivo, os Body Count dispensam apresentações mas convém relembrar a memórias mais curtas que são responsáveis pelos êxitos mundiais ‘Body Count’s in the House’ e ‘Cop Killer’, ambos extraídos do seu homónimo disco de estreia, datado do século passado, nos idos de 1992.

Mas também podemos apresentar Body Count e este ‘Bloodlust’ como uma das novidades e revelações de 2017, porque há sempre novo público ao qual se deve chegar e porque este disco é mesmo uma das revelações discográficas para este 1º trimestre de 2017.

Assim, este ‘Bloodlust’ que se compõe de 11 temas, é um manifesto musical da contínua problemática social que deixou, infelizmente, de ser visível apenas por terras do tio Sam, a constante escalada da violência das ruas, gratuita e por motivos fúteis – ou não fosse fútil a atual essência do ser humano. ‘Civil War’ é o tema de abertura destes minutos de Rock pesado, contundente e que mesclam as variantes Metal, Rap, Thrash e até Doom (género este que nas palavras audíveis do próprio Ice-T teve origem nos icónicos Black Sabbath); e este ‘Civil War’ é o constatar do atual estado da Sociedade Mundial. Um ‘abre-olhos’, um aviso-lembrete que esta é a consequência dos nossos atos que refletem as nossas escolhas. Musicalmente falando e apesar de ser o de abertura, o que à partida deveria causar maior impacto, é no entanto morno apesar de bem construído, um pouco trémulo na base. Brilha pelo acrescento de mestria da guitarra executada pelo mestre Dave Mustaine e da sua voz na declamação inicial deste tema e que a par de outros excelsos convidados neste disco (Randy Blythe dos Lamb of God em ‘Walk With Me…’ e Max Cavalera em ‘All Love Is Lost’) dá uma força maior e uma frescura atual à sonoridade de Body Count.

‘Bloodlust’ é um álbum forte, enérgico e pulsante de adrenalina, as suas variantes melódicas prendem o ouvinte do início ao fim, as letras ficam retidas e a mensagem passa, habilmente difundida por entre riffs e d-beats, no compassar do registo vocal em estilo rap. ‘This Is Why We Ride’ é o preâmbulo perfeito para a dose dupla que se segue, a já referida ‘All Love Is Lost’ que conta com a participação de Max Cavalera, tema este com o qual muitos indivíduos se vão pessoalmente identificar e a estrondosa versão para ‘Raining Blood’, um original dos Slayer, que Ice-T assume ser uma das suas bandas de referência e influência.

Poderíamos até ficar por aqui e acreditem que era suficiente mas ainda há por descobrir ‘No Lives Matter’ que deu o mote para o vídeo oficial de apresentação do disco e o de fecho, ‘Black Hoodie’, a carapuça final que todos usamos e que nos assenta que nem uma luva.

Os Body Count se já eram grandes tornaram-se enormes, ‘Bloodlust’ é a chapada na tromba que muitos estavam a precisar, foi dada diplomaticamente em forma de Arte, que é também para isso que esta serve, para nos expressarmos livremente, fazendo uso da força e agressividade latente de cada ser, diluída em notas musicais, acordes rítmicos que alimentam a nossa fúria e saciam a nossa sede de sangue.

Ficamos momentaneamente saciados com este disco e quer-se mais assim, puros e bem-feitos.

 

Pontuação: 9,2/10

Por: Paula Antunes

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